# ISPA


Uma aula que não houve e uma maquina na mala: a aula que não tive e a minha máquina comigo, diga-se. Porque afinal não é uma aula qualquer nem uma máquina fotográfica qualquer.
Com muito - mesmo muito - sono, olhei à minha volta: estava em casa! 
Podia deitar-me e adormecer... e isso só acontece quando me sinto em casa. 
O ISPA nunca foi o meu sonho - o ISPA foi sempre o último recurso. 
Três matriculas depois da primeira vez que entrei neste lugar, continuo a não pertencer aqui e a sentir-me em casa. O ISPA é a antítese: a minha antítese. 
Três matriculas depois da primeira vez que entrei neste lugar, continuo a não me dar às pessoas e a não pertencer aqui - pertencer ao ISPA é aceitar a minha derrota e aceitar derrotas é sempre muito complicado. 
Digo que não gosto mas a verdade é que quando tive a oportunidade de o deixar, voltei para ele: afinal só conseguimos estar bem perto das pessoas que gostamos e o ISPA não me deu mil amigos nem o grupo de amigos da faculdade, mas deu-me o melhor que eu poderia desejar que é quem me fez voltar!
Três matriculas depois da primeira vez que entrei neste lugar, continuo a achar o quanto é bonito: antigo e clássico - talvez demasiado - e eu gosto dele assim... 

... Afinal gosto dele! 

[ISPA - (com orgulho) Instituto Superior de Psicologia Aplicada; (com-o-novo-nome-super-pomposo-com-o-qual-não-me-identifico-nem-gosto) Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida]






















3 comentários: